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Pesquisador da área de leitura e literatura. Fã de Guimarães Rosa, Miguel Sanches Neto e Ana Maria Machado.Profissional da educação.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Leitura na web


A chegada da internet ao Brasil se deu por volta da década de 90, mas já estava presente em outros países do mundo bem antes. Desde então não parou de inovar, são vários os sites, jogos, softwares, etc. circulando na rede.  Seu intuito é facilitar a vida das pessoas afinal, para quem tem pouco tempo disponível na agenda, pagar contas de forma eletrônica é uma grande vantagem. Mas além de tornar as atividades diárias mais práticas a internet também contribui de forma significativa para a comunicação entre as pessoas, do ICQ ao Skype foram muitas as mudanças ocorridas a fim de “aproximar” as pessoas. As aspas neste caso se justificam pela contradição que encerra a afirmação feita, afinal, como dizer que a internet aproximou as pessoas se isso ocorre de forma virtual?
Toda a evolução sofrida pela rede mundial de computadores contribuiu para que ela fosse vista durante muito tempo de forma negativa, um dos motivos é a indagação feita antes, muitos diziam (e dizem) que ela substitui o contato pessoal e, além disso, apresenta muito conteúdo inútil e inapropriado. A preocupação é justificável, no entanto a TV também apresenta esta contrapartida e está em quase cem por cento dos lares brasileiros que em muitos casos não possuem nem geladeira. A saída para resolver estes entraves é a escola. Mas para que isso seja possível é necessário educadores atentos as novas possibilidades de ensino permitidos pelo ciberespaço, pois a simples publicação de conteúdo na rede ou ainda a sugestão de endereços de sites para os alunos, não é suficiente para se ter um ensino que incorpora as novas ferramentas digitais.
Para que isso ocorra é necessário aliar ao planejamento recursos específicos presentes na internet como o blog (e vários outros) que pode ser empregado para um registro periódico das atividades realizadas com a turma ou os projetos desenvolvidos na escola por outras séries, pelos professores, outros funcionários, etc..
A inclusão desse tipo de ferramenta ao ensino é algo desafiador e por vezes visto como complicado, isso se justifica pela pouca tradição brasileira em utilizar a internet para publicar estudos, afinal somente em 1997 houve o primeiro impulso significativo para publicação científica online com o Scientifc Eletronic Library Online (SciELO). Ou seja, há quatorze anos a universidade passou a adotar a internet para divulgar suas descobertas, o que dizer então da escola? Porém é necessário haver o ponto de partida, afinal “...estamos apenas no começo dos tempos da web, aprendendo e inventando uma nova maneira de produzir, armazenar e divulgar conhecimento”[1]. Estas palavras são da Revista Língua Escrita, um periódico do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Universidade Federal de Minas Gerais. Essa revisa visa discutir a cultura escrita e, em tempos de web, suas manifestações no meio digital.
Em entrevista a Ana Elisa Ribeiro o estudioso José Afonso Furtado afirma que “... do leitor exigem-se, agora, novas capacidades, como a habilidade de ler “por detrás” da tela.[2]” Ou seja, as ferramentas presentes na internet, como blog, estão exigindo do leitor novas habilidades, as quais vão além das palavras escritas. É possível pensar, portanto, numa nova realidade para o ensino principalmente de língua portuguesa, pois no que tange o aprendizado de gêneros textuais a internet surge com novas possibilidades.
            Para a estudiosa Carla Coscarelli:

O hipertexto exige busca de formação e navegação, habilidades que não costumamos desenvolver em nossos alunos. Não ensinamos a eles a navegar pelos textos impressos, buscando informações no jornal, nas revistas, nas enciclopédias ou nas bibliotecas. Normalmente entregamos a eles o texto que precisam ler sem fazer com que procurem por esses textos. Na Internet, buscar é importante, os alunos precisam saber navegar, encontrar e selecionar informações relevantes para os seus propósitos, para isso habilidades como as inferências preditivas e a monitoração da leitura são fundamentais. [3]

Coscarelli trata especificamente do ensino de leitura por parte do professor de português, porém é possível ampliar este tratamento as demais disciplinas, afinal, buscar informações escritas em texto verbal e/ou não verbal é uma atividade inerente a todas as disciplinas, humanas ou exatas e um trabalho de pesquisa bem direcionado não pode abrir mão de um bom entendimento do material a ser pesquisado.
             Em resumo, é necessário reconhecer que internet trouxe muitas vantagens para o cotidiano das pessoas, no entanto um uso descuidado pode causar grandes transtornos e, principalmente para os jovens que são menos experientes e mais vulneráveis aos crimes virtuais, é necessário um monitoramento e uma orientação para as possibilidades de uso dessa ferramenta ora para o lazer ora para as obrigações. Cabe a escola assumir este papel e, tal qual ocorre com o ensino de língua, mostrar aos alunos a adequação no uso rede.



[1] Língua Escrita/ Universidade Federal de Minas Gerais - Ceale - Faculdade de Educação - n.1 (2007). Belo Horizonte: FaE/UFMG, n.2, dezembro 2007.
[2] Ib Idem, p16.
[3] Idem, p.47.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Simbolismo e Parnasianismo.

O vídeo abaixo faz uma retomada das caracteríssticas do simbolismo e parnasianismo, além disso, algumas considerações sobre os movimentos de vanguarda como expressionismo e impressionismo estão presentes. Não se deve esquecer que os poetas simbolistas e parnasianos foram duramente combatidos pelo modernistas, o que impediu que tivessemos contato amplo com muitos poetas e produções literárias desse período. 


Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=SmylX3HqXbU e acessado em 08. set. 2011.

domingo, 21 de agosto de 2011

Vídeo do Realismo e Naturalismo

O vídeo abaixo mostra as principais características do Realismo e Naturalismo, contexto histórico, autores e obras.

Pintura do realismo


  • No período realista a pintura se manifestou no tratamento da paisagem, sem a exaltação e personificação românticas demonstrou, simplesmente, uma reprodução desapaixonada e neutra, do que se oferece à vista do pintor. Passou, depois, aos temas do cotidiano, que tratou de forma simples e crua.
  • Principais nomes: Na França: adquiriu uma particular intensidade, contado com nomes como: Camille Corot, impulsionador do paisagismo realista; J.-F. Millet e Honoré Daumier, que retrataram a vida dura dos camponeses e do operariado citadino; Gustave Courbet, verdadeiro entusiasta da pintura morta; Édouard Manet, pintor multifacetado que abriu à sua arte novos horizontes.
  • As pinturas realistas causaram grande escândalo, os artistas eram acusados de agradar à arte, quer pelos temas banais, por vezes ofensivos, pelas cores (excessivamente mortas e bom gosto), pela falta de elaboração das composições. Mas, para os defensores, a representação da realidade era a última palavra em audácia artística.

Almoço na relva - Édouard Manet


O Vagão de Terceira Classe – Honoré Daumier


Jean-François Millet - Las espigadoras


Cathédrale de Chartres - Camile Corot

Romantismo

Estas são algumas das principais características do Romantismo:

• Liberdade de criação e de expressão
• Nacionalismo
• Medievalismo
• Tradições populares
• Individualismo, egocentrismo
• Pessimismo
• Escapismo
• Crítica social

Além dessas características outras tendências se observa:

* Nacionalismo, historicismo e medievalismo:
* Confessionalismo
* Pessimismo
* Crítica Social

Gerações românticas

* Primeira geração: indianista
* Segunda geração: Ultra-Romantismo, Mal do século, Romantismo egótico ou Byronismo.
* Terceira geração: Condoreirismo. Antecipa características da Escola Realista, que substituirá o Romantismo.

A cruz da estrada
(Castro Alves)

Invideo quia quiescunt.
LUTHERO (Worms)

Tu que passas, descobre-te! Ali dorme
O forte que morreu.
A. HERCULANO (Trad.)


Caminheiro que passas pela estrada,
Seguindo pelo rumo do sertão,
Quando vires a cruz abandonada,
Deixa-a em paz dormir na solidão.

Que vale o ramo do alecrim cheiroso
Que lhe atiras nos braços ao passar?
Vais espantar o bando buliçoso
Das borboletas, que lá vão pousar.

É de um escravo humilde sepultura,

Foi-lhe a vida o velar de insônia atroz.

Deixa-o dormir no leito de verdura,

Que o Senhor dentre as selvas lhe compôs.

Não precisa de ti. O gaturamo
Geme, por ele, à tarde, no sertão.
E a juriti, do taquaral no ramo,
Povoa, soluçando, a solidão.

Dentre os braços da cruz, a parasita,
Num abraço de flores, se prendeu.
Chora orvalhos a grama, que palpita;
Lhe acende o vaga-lume o facho seu.

Quando, à noite, o silêncio habita as matas,
A sepultura fala a sós com Deus.
Prende-se a voz na boca das cascatas,
E as asas de ouro aos astros lá nos céus.

Caminheiro! do escravo desgraçado
O sono agora mesmo começou!
Não lhe toques no leito de noivado,
Há pouco a liberdade o desposou.


Análise
  • Logo no título do poema se percebe a influência cristã, afinal a cruz é um símbolo religioso para os cristãos, além disso, colocada na beira da estrada indica que ali, naquele local, foi enterrado alguém. Antigamente, era costume dos senhores de escravos enterrá-los em qualquer lugar, pois os negros não eram vistos como seres humanos, mesmo como todo o processo de catequização feito pelos jesuítas e todo o discurso religioso tentando mudar esta visão.
  • Na primeira estrofe o eu lírico (quem “fala” no poema) faz um alerta aos viajantes que passem pela estrada, contando o motivo daquela cruz estar ali.
  • Ele segue o alerta, afirmando que não adianta atirar ramos de alecrim na sepultura, pois as borboletas serão espantadas e elas velam o sono do escravo no túmulo.
  • É possível perceber pelos versos que toda a natureza se manifesta, é um espetáculo de vida, na morte do negro escravo que só conseguiu sua liberdade depois de morto, portanto nenhum viajante deve incomodá-lo, por isso o alerta logo no início do poema.
  • Já é sabido que o poeta Castro Alves produziu uma poesia engajada na questão da escravidão (o que lhe rendeu a alcunha de “Poeta dos escravos”), assim, neste poema (como em muitos outros) ele apresenta uma crítica a escravidão, mostrando que o escravo só conseguiu a liberdade depois de morto.

Romantismo na pitura

Características da pintura:

* Aproximação das formas barrocas;

* Composição em diagonal sugerindo instabilidade e dinamismo ao observador;

* Valorização das cores e do claro-escuro; e

* Dramaticidade

Temas da pintura:

* Fatos reais da história nacional e contemporânea da vida dos artistas;

* Natureza revelando um dinamismo equivalente as emoções humanas; e

* Mitologia Grega

Principais nomes da pintura romântica: Goya, Turner e Eugène Delacroix.



Pescadores no mar – 1796 - William Turne


Nudez Feminina Reclinada no Divã (1825-1826) - Eugène Delacroix


Saturno Devorando Seus Filhos, Francisco de Goya


Batalha de Campo Grande - Pedro Américo - 1871

Primeira missa no Brasil - Victor Meirelles - 1860

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Arcadismo

O vídeo abaixo faz um resumo das principais características do período árcade, presentes não só na produção literária, mas também na pintura. Atenção para a letra da música que também apresenta elementos característicos do Arcadismo.

Barroco

O período Barroco tem como principais características: a presença de linguagem figurada, uso de antíteses, paradoxos, metáforas, hipérboles e repetição. O principal representante desta escola no no Brasil é Gregório de Matos e em sua produção literária é possível encontrar três vertentes: satírica que, não raro, apresenta aspectos eróticos; lírica, de fundo religioso e moral e sacra, onde o que mais sobressai é seu senso do pecado. Acrescente-se a essas o conhecimento da realidade através dos sentidos, isso ocorre com o emprego de palavras que descrevem cores, perfumes e sensações táteis, auditivas e visuais; uso de símbolos que demonstram a efemeridade da vida: fumaça, vento, neve, chama, água, espuma etc.; emprego de frases interrogativas, demonstrando a incerteza do homem daquele tempo. Além disso, na temática do período Barroco predominaram temas como morte, fugacidade da vida e ilusão, castigo, heroísmo, cenas trágicas, apelo à religião, ao céu e arrependimento. Abaixo, serão apresentados alguns textos de Gregório de Matos para exemplificar algumas dessas características.


Buscando a Cristo

(estrofe 1)

1. A vós correndo vou, braços sagrados,

2. Nessa cruz sacrossanta descobertos,

3. Que, para receber-me, estais abertos,

4. E, por não castigar-me, estais cravados.

(estrofe 2)

5. A vós, divinos olhos, eclipsados

6. De tanto sangue e lágrimas cobertos,

7. Pois, para perdoar-me, estais despertos,

8. E, por não condenar-me, estais fechados.

(estrofe 3)

9. A vós, pregados pés, por não deixar-me,

10. A vós, sangue vertido, para ungir-me,

11. A vós, cabeça baixa, pra chamar-me.

(estrofe 4)

12. A vós, lado patente, quero unir-me,

13. A vós, cravos preciosos, quero atar-me,

14. Para ficar unido, atado e firme.

  • 1 – 2 – 3 – 4. O poeta vê no corpo crucificado de Cristo um abrigo ou proteção que sua alma precisa.
  • 5 – 6 – 7 – 8. Por um lado, o corpo crucificado representa sofrimento, mas ao mesmo tempo dará ao poeta o perdão e a salvação, já que Cristo sofreu para salvar a humanidade e seu sangue tem sentido resgatador.
  • A medida que o poeta faz a descrição do corpo de Cristo, revela uma dimensão espiritual do sofrimento físico (braços cravados, olhos encobertos de sangue e lágrimas, pés pregados).
  • 3 – 4. Os braços abertos podem amparar e abrigar o pecador, porem estão cravados e imóveis para não castigar.
  • 7 – 8. Os olhos, encobertos de sangue e lágrimas mostram dor, mas estão abertos para o perdão e e fechados para a condenação.
  • 9. Os pés pregados e imóveis reforçam a ideia de grande sofrimento ao mesmo tempo que sugerem que Cristo não sairá de perto do pecador.
  • 10. O sangue vertido na cruz adquire um valor simbólico, pois é através desse líquido que o pecador será salvo.
  • 11. A cabeça baixa, mostra o fim das forças de Cristo e a sua morte física, porém é vista como uma atitude de amor, pois Ele baixa os olhos para a Terra, chamando o pecador.
  • 12 – 13 – 14. O desejo de união espiritual com Cristo é representado por um desejo de união física.
  • 1 – 5 – 9 – 10 – 11 – 12 – 13. O poeta inicia muitos dos versos desse poema com a expressão “a vós”, o que dá ao texto um sentido de oração.
  • Estão presentes no poema a razão e a emoção, a tensão entre a consciência do pecado e o desejo de salvação.
  • O soneto tem um tom que transmite a angustia do poeta diante de Cristo, ao mesmo tempo justiceiro e salvador.

Expressões amorosas a uma dama a quem queria - a Maria dos povos, sua futura esposa.


Discreta e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora,
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos e boca, o Sol e o dia:

Enquanto com gentil descortesia,
O Ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança brilhadora
Quando vem passear-te pela fria.

Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trata, a toda a ligeireza
E imprime em toda flor sua pisada.

Oh não aguardes que a madura idade
te converta essa flor, essa beleza,
em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.

Gregório de Mattos

O tema religioso é muito comum nas composisções do periodo barroco, isso pode ser justificado pela pressõa que a igrja católica exercia nas pessoas no perído historico compreendido entre os séculos XV e XVI, além da Reforma e da Contra-Reforma religiosa. Isso faz com que o homem daquele período vivesse uma constante inquietação e com muitas dúvidas. Observe o soneto abaixo e responda as questões propostas.

Soneto

(estrofe 1)

1. Ardor em firme Coração nascido;

2. pranto por belos olhos derramado;

3. incêndio em mares de água disfarçado;

4. rio de neve em fogo convertido:

(Estrofe 2)

5. Tu, que um peito abrasas escondido;

6. tu, que em um rosto corres desatado:

7. quando fogo, em cristais aprisionado;

8. quando cristal em chama derretido:

(estrofe3)

9. Se és fogo, como passas brandamente?

10. Se és neve, como queimas em porfia?

11. Mas ai, que andou Amor em ti prudente!

(estrofe 4)

12. Pois, para temperar a tirania,

13. como quis que aqui fosse a neve ardente,

14. permitiu parecesse a chama fria.


A ideia central do poema é a dificuldade em conciliar o sentimento amoroso e expressá-lo; ele foi dedicado aos afetos e lágrimas derramadas na ausência da amada. Para mostrar essa contradição, o autor compõe o soneto a partir de antíteses (calor e frio, fogo e água; nos versos 3 e 4 da primeira esrofe e 9 e 10 da terceira). Nos ultimos versos as antíteses evoluem: “neve ardente”, “chama fria” (nos versos 13 – 14) reforçando a ideia de impossibilidade de expressar o sentimento. Há uma grande tensão no poema refletindo bem os conflitos do homem desta época que buscava uma síntese entre idéias opostas.Nos versos 3 e 4 há a presença de metáforas (característica muito marcante do período barroco), para se referir as lágrimas derramadas.


Pintura Barroca

Deposição de Cristo - Caravaggio

O enterro do Conde Orgaz – El Greco.

O Jardim do Amor – Peter Paul Rubens.


Rembrandt - A ronda noturna.


Principais característica da pintura barroca:

  • Assimetria, em diagonal - que se revela num estilo grandioso e retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista.
  • Grande contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos)recurso uado para intensificar a sensação de profundidade.
  • Realista, abrangendo todas as camadas sociais.
  • Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática.

Alguns dos principais pintores barrocos:

  • Rubens (espanhol) – Em suas telas destaca-se o uso de cores quentes e vibrantes, principalmente no vestuário das personagens e na luminosidade da pele clara das figuras humanas, além disso se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Observe a Imagem 1.
  • Rembrandt (holandês) – Um dos aspectos que mais chama a atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. Observe a imagem 2.
  • Caravaggio (italiano)- Caracterizou sua pintura de modo revolucionário principalmente no uso da luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador. Observe a imagem 4.

  • Manuel da Costa Ataíde (brasileiro) – É Considerado o maior expoente da pintura barroca mineira, inspirou-se em estampas e gravuras de missais. Seu domínio técnico é surpreendente, em relação ao meio em que viveu, suas pinturas distinguem-se pelo refinamento e pureza das cores, e pelo espírito inventivo. Observe a imagem 4, na qual o artista utilizou a tecnica do claro-escuro.

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